Elogio Da Loucura Critical Thinking

Os leitores familiarizados com “Elogio da Loucura”, obra mais famosa de Erasmo de Roterdã (1466-1536), já conhecem a verve humorística desse grande nome da Renascença. O erudito sacerdote holandês quase sempre seguiu à risca a máxima de que “é rindo que se castigam os costumes”, sejam eles perversos ou ridículos.

É exatamente essa a abordagem que ele adota em seu “Diálogo COs leitores familiarizados com “Elogio da Loucura”, obra mais famosa de Erasmo de Roterdã (1466-1536), já conhecem a verve humorística desse grande nome da Renascença. O erudito sacerdote holandês quase sempre seguiu à risca a máxima de que “é rindo que se castigam os costumes”, sejam eles perversos ou ridículos.

É exatamente essa a abordagem que ele adota em seu “Diálogo Ciceroniano”, obra na qual um dos artifícios literários mais típicos da Antiguidade clássica, o diálogo filosófico, ironicamente é transformado em arma contra a tendência de seguir de forma servil os modelos antigos.

Por incrível que pareça, a redescoberta do legado da Grécia e de Roma no Renascimento na época de Erasmo levou alguns literatos europeus a se tornarem “ciceronianos puros”, ou seja, defensores da ideia de que o correto era escrever em latim imitando em todos os detalhes o vocabulário e o estilo do orador romano Cícero (106 a.C.- 43 a.C.). Com sua verve habitual, Erasmo mostra que modelos literários não podem engessar a criatividade e a expressividade do escritor e que o estilo sempre deve adequar-se ao tema – uma ideia simples que, num mundo fortemente apegado aos modelos da Antiguidade, tinha algo de revolucionário....more

Hardcover, Coleção Folha Grandes Nomes do Pensamento - Vol. 15, 192 pages

Published August 23rd 2015 by Folha de S. Paulo

O Elogio da Loucura, (em grego Morias Engomion (Μωρίας Εγκώμιον), latim Stultitiae Laus) é um ensaio escrito em 1509 por Erasmo de Roterdão e publicado em 1511. O Elogio da Loucura é considerado um dos mais influentes livros da civilização ocidental e um dos catalisadores da Reforma Protestante.

O livro começa com um aspecto satírico para depois tomar um aspecto mais sombrio, em uma série de orações, já que a loucura aprecia a auto-depreciação, e passa então a uma apreciação satírica dos abusos supersticiosos da doutrina católica e das práticas corruptas da Igreja Católica Romana. O ensaio termina com um testamento claro e por vezes emocionante dos ideais cristãos.

Características e influência[editar | editar código-fonte]

O ensaio é repleto de alusões clássicas, escritas no estilo típico dos humanistas do Renascimento. A Loucura se compara a um dos deuses, filha de Plutão e Frescura, educada pela Inebriação e Ignorância, cujos companheiros fiéis incluem Philautia (amor-próprio), Kolakia (elogios), Lethe (esquecimento), Misoponia (preguiça), Hedone (prazer), Anoia (Loucura), Tryphe (falta de vontade), Komos (destempero) e Eegretos Hypnos (sono morto).

O Elogio da Loucura conheceu um enorme êxito popular, para surpresa de Erasmo e, também, para seu desgosto. O Papa Leão X achou a obra divertida. Antes da morte de Erasmo já havia sido traduzida para o francês e alemão. Uma edição de 1511 foi ilustrada com gravuras em madeira de Hans Holbein, que se tornaram as ilustrações da obra mais difundidas.

A obra influenciou a essência da retórica durante o século XVI, e a arte da adoxografia (o elogio imerecido de pessoas ou coisas sem valor, vulgares) e se converteu em um exercício popular entre os estudantes isabelinos.[1]

Referências

  1. ↑Charles O. McDonald, The Rhetoric of Tragedy (Amherst, 1966).

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